sexta-feira, 5 de agosto de 2011

PROCESSO DE INTEGRAÇÃO DE TECNOLOGIAS AO CURRÍCULO


O que é currículo?
O currículo escolar reflete todas as experiências em termos de conhecimento que serão proporcionados aos alunos de um determinado curso. A origem da palavra currículo – currere (do latim) – significa carreira. Assim, o currículo escolar representa a caminhada que o aluno faz ao longo de seus estudos, implicando tanto conteúdos estudados quanto atividades realizadas sob a tutela escolar. Um currículo também pode ser definido a partir dos livros didáticos que são adotados para cada série escolar ou pode funcionar a partir de algumas diretrizes nacionais. Currículo escolar.
Todavia sabemos que o currículo de uma escola vai além do espaço da sala de aula,vai além do conteúdos relacionados para as séries, pois qualquer ambiente pode ser usado para adquirir ou construir conhecimento e também a socialização para que se forme pessoas cidadãs.
E a educação hoje necessita de reformulações em metodologias, em recursos didáticos, para poder acompanhar o mundo evoluído tecnologicamente e ao qual está inserida. Não devemos no entanto, acreditar que o simples fato de a escola possuir computadores estará sendo atual e moderna. Corre-se o risco de mau uso sem finalidades objetivas e didáticas. Se, principalmente, o professor não for requalificado para essas tecnologias, a escola pode estar a usar o computador apenas como mais uma máquina auxiliar, assim como já houveram tantas outras, como retroprojetor, TV, etc. O professor ao propor o uso do computador na sua prática pedagógica, deve utilizá-lo para estimular o conhecimento, a capacidade de pensar e de criar do aluno. Se a escola como um todo se fechar para essas mudanças urgentes, estará sendo discriminadora com aqueles que não teriam outra oportunidade a não ser essa de poder participar dessas tecnologias e estar melhor preparado para o mundo competitivo atual.
Acredito que o computador auxiliará todo o processo de construção do conhecimento, porém não é somente isso, o professor como chave mestra para conduzir e mostrar ao aluno que ele também é responsável pelo sua aprendizagem. A aprendizagem humana é vista através de teorias diversas e a do construtivismo diz que o aluno é o responsável pela própria aprendizagem e que ocorre em etapas “estrutural mental do sujeito”.
O aprendizado deve ser visto como um processo permanente de desenvolvimento de esquemas mentais (PIAGET, 1995).
Os recursos pedagógicos da Internet, a pesquisa, a comunicação e a representação podem perfeitamente ser utilizados de forma articulada. O importante é o professor conhecer as especificidades de cada um dos recursos para orientar-se na criação de ambientes que possam enriquecer o processo de aprendizagem do aluno. A possibilidade de o aluno poder diversificar a representação do conhecimento, a aplicação de conceitos e estratégias conhecidas formal ou intuitivamente e de utilizar diferentes formas de linguagem redimensiona o papel da escola e de seus protagonistas (alunos,professores gestores). 

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Eu e minha casa serviremos ao Senhor

*Por Prª. Laudjane Veloso

Meu amigo Espírito Santo, como eu preciso de Ti em minha vida e em minha casa! Minha família é consagrada a Ti: meus pais, meus irmãos e minha parentela. Fomos criados e unidos para cumprir Teu propósito.

Sabe, Pai, o egoísmo, o orgulho e o desejo de prevalecer, a insensatez, a incredulidade, tudo isso e outras coisas atrapalham muito nossos relacionamentos. Sei que a família é um lugar de treinamento, de teste e aperfeiçoamento. Viver bem dentro de casa exige renúncias, perdão e renovação da aliança e do amor. Exige alta dose de graça, poder e compreensão.

Sei que és o único que opera genuínas mudanças, és aquEle capaz de converter corações, trazer genuíno quebrantamento e verdadeira alegria. “Acaso para Ti há algo demasiadamente difícil”? Não. Tú és o Deus do impossível.

Paizinho, precisamos (nossa geração) de muitos milagres, curas, libertações, prosperidade e redenção de toda sorte de maldições. Socorre a minha família, minha parentela, Senhor. Nós precisamos totalmente de Ti. Renova o que envelheceu, traz de volta o que perdemos e dá-nos o que nunca experimentamos. “Que a glória da última casa seja maior que a da primeira”.

Restaura-nos pelo poder do Teu Espírito Santo. Haja VIDA! Toda morte, desistência, separação, contenda e tristeza saiam das nossas vidas, relacionamentos, famílias e parentelas. Em nome de Jesus Cristo, seja dissipada toda treva e andemos na luz, como o Senhor na luz está. Que possamos manter comunhão uns com os outros e o Sangue de Jesus nos purifique de todo pecado.

No nome que é sobre todo nome, Jesus Cristo de Nazaré, oramos e cremos. Amém.

Sugestão: Pratique o amor na sua casa hoje. Família é prioridade.

Temos uma identidade lingüística?


*P O Brasil é um país interessante. Tanto por sua extensão, como também, por seu "glorioso" passado, temos, hoje, uma mescla de diferentes culturas que se reflete no estereótipo dos brasileiros. Com a língua não é diferente. A língua portuguesa, falada e escrita no Brasil, possui distintas raízes, que não advém somente do português europeu. Já, quando Pedro Alvares Cabral desembarcou em Porto Seguro, falantes nativos de diferentes línguas habitavam o país. Além disso, influências como a de idiomas africanos, e de outros povos que ajudaram a construir a história do país, aparecem como fatores relevantes na "história de língua brasileira".

A língua é parte fundamental na cultura de um povo, é através dela que nos comunicamos, nos expressamos e nos constituímos como sujeito. Porém, o que ocorre na atual situação lingüística do país é um veto, um corte, na simples tentativa de comunicação entre indivíduos que trazem em suas raízes distintas maneiras de interagirem lingüísticamente.

A língua portuguesa "ensinada" nas escolas é vista pelos alunos, por que não dizer, como uma língua estrangeira. É diferente daquilo que ele costuma exercer a todo instante, daquilo que ele convive desde quando se conhece por gente. Na maioria das escolas brasileiras, o ensino da língua portuguesa, contemplado pelo incessante e descomprometido ensino de normas gramaticais, distancia-se da carga cultural lingüística que o aluno traz consigo.

O sistema da língua portuguesa já é intrínseco ao inconsciente dos brasileiros, uma vez que estes já mantém um contato com o idioma desde muito pequenos. É a identidade lingüística cultural dos brasileiros. Mas, quando chega a escola, a criança se depara com algo totalmente desvinculado à sua realidade, distante daquilo que conhece. Acredito que isso explique a aversão à língua portuguesa enquanto conteúdo escolar.

Por outro lado, esse tipo de incoerência, não só no sistema de ensino, mas em todo o sistema brasileiro, já é conhecido e, o pior, nos acostumamos com isso. Nossos primeiros habitantes falavam sua própria língua, se compreendiam e foram abafados pela menor, mas poderosa hegemonia portuguesa. Esse cruel episódio se reflete até hoje na realidade brasileira. Nada mudou. Falantes nativos estão indo a escola e sendo abafados por uma língua desconhecida. Enquanto a escola fictícia se compromete em formar cidadãos atuantes em sociedade, a escola atual "emburrece" nossas crianças a medida que professores das mais diversas disciplinas fogem da responsabilidade de formar sujeitos capazes de pensar e criticar.

Me preocupo com essa questão. Acredito que, enquanto professores, não adequarmos o ensino à realidade histórica e social brasileira, enquanto não relevarmos e usar a nosso favor a carga cultural que advém dos nossos alunos, continuaremos consentindo essa dura realidade do ensino de língua portuguesa nas escolas e, como conseqüência disso, negando nossa identidade lingüística.

A FOME DE MARINA


*Por José Ribamar Bessa Freire
Há pouco, Caetano Veloso descartou do seu horizonte eleitoral o presidente Lula da Silva, justificando: “Lula é analfabeto”. Por isso, o cantor baiano aderiu à candidatura da senadora Marina da Silva, que tem diploma universitário. Agora, vem a roqueira Rita Lee dizendo que nem assim vota em Marina para presidente, “porque ela tem cara de quem está com fome”.
Os Silva não têm saída: se correr o Caetano pega, se ficar a Rita come.
Tais declarações são espantosas, porque foram feitas não por pistoleiros truculentos, mas por dois artistas refinados, sensíveis e contestadores, cujas músicas nos embalam e nos ajudam a compreender a aventura da existência humana.
Num país dominado durante cinco séculos por bacharéis cevados, roliços e enxudiosos, eles naturalizaram o canudo de papel e a banha como requisitos indispensáveis ao exercício de governar, para o qual os Silva, por serem iletrados e subnutridos, estariam despreparados.
Caetano Veloso e Rita Lee foram levianos, deselegantes e preconceituosos. Ofenderam o povo brasileiro, que abriga, afinal, uma multidão de silvas famélicos e desescolarizados.
De um lado, reforçam a ideia burra e cartorial de que o saber só existe se for sacramentado pela escola e que tal saber é condição sine qua non para o exercício do poder. De outro, pecam querendo nos fazer acreditar que quem está com fome carece de qualidades para o exercício da representação política.
A rainha do rock, debochada, irreverente e crítica, a quem todos admiramos, dessa vez pisou na bola. Feio.“Venenosa! Êh êh êh êh êh!/ Erva venenosa, êh êh êh êh êh!/ É pior do que cobra cascavel/ O seu veneno é cruel…/ Deus do céu!/ Como ela é maldosa!”.
Nenhum dos dois - nem Caetano, nem Rita - têm tutano para entender esse Brasil profundo que os silvas representam.
A senadora Marina da Silva tem mesmo cara de quem está com fome? Ou se trata de um preconceito da roqueira, que só vê desnutrição ali onde nós vemos uma beleza frágil e sofrida de Frida Kahlo, com seu cabelo amarrado em um coque, seus vestidos longos e seu inevitável xale? Talvez Rita Lee tenha razão em ver fome na cara de Marina, mas se trata de uma fome plural, cuja geografia precisa ser delineada. Se for fome, é fome de quê?
O mapa da fome
A primeira fome de Marina é, efetivamente, fome de comida, fome que roeu sua infância de menina seringueira, quando comeu a macaxeira que o capiroto ralou. Traz em seu rosto as marcas da pobreza, de uma fome crônica que nasceu com ela na colocação de Breu Velho, dentro do Seringal Bagaço, no Acre.
Órfã da mãe ainda menina, acordava de madrugada, andava quilômetros para cortar seringa, fazia roça, remava, carregava água, pescava e até caçava. Três de seus irmãos não aguentaram e acabaram aumentando o alto índice de mortalidade infantil.
Com seus 53 quilos atuais, a segunda fome de Marina é dos alimentos que, mesmo agora, com salário de senadora, não pode usufruir: carne vermelha, frutos do mar, lactose, condimentos e uma longa lista de uma rigorosa dieta prescrita pelos médicos, em razão de doenças contraídas quando cortava seringa no meio da floresta. Aos seis anos, ela teve o sangue contaminado por mercúrio. Contraiu cinco malárias, três hepatites e uma leishmaniose.
A fome de conhecimentos é a terceira fome de Marina. Não havia escolas no seringal. Ela adquiriu os saberes da floresta através da experiência e do mundo mágico da oralidade. Quando contraiu hepatite, aos 16 anos, foi para a cidade em busca de tratamento médico e aí mitigou o apetite por novos saberes nas aulas do Mobral e no curso de Educação Integrada, onde aprendeu a ler e escrever.
Fez os supletivos de 1º e 2º graus e depois o vestibular para o Curso de História da Universidade Federal do Acre, trabalhando como empregada doméstica, lavando roupa, cozinhando, faxinando.
Fome e sede de justiça: essa é sua quarta fome. Para saciá-la, militou nas Comunidades Eclesiais de Base, na associação de moradores de seu bairro, no movimento estudantil e sindical. Junto com Chico Mendes, fundou a CUT no Acre e depois ajudou a construir o PT.
Exerceu dois mandatos de vereadora em Rio Branco, quando devolveu o dinheiro das mordomias legais, mas escandalosas, forçando os demais vereadores a fazerem o mesmo. Elegeu-se deputada estadual e depois senadora, também por dois mandatos, defendendo os índios, os trabalhadores rurais e os povos da floresta.
Quem viveu da floresta, não quer que a floresta morra. A cidadania ambiental faz parte da sua quinta fome. Ministra do Meio Ambiente, ela criou o Serviço Florestal Brasileiro e o Fundo de Desenvolvimento para gerir as florestas e estimular o manejo florestal.
Combateu, através do Ibama, as atividades predatórias. Reduziu, em três anos, o desmatamento da Amazônia de 57%, com a apreensão de um milhão de metros cúbicos de madeira, prisão de mais 700 criminosos ambientais, desmonte de mais de 1,5 mil empresas ilegais e inibição de 37 mil propriedades de grilagem.
Tudo vira bosta
Esse é o retrato das fomes de Marina da Silva que - na voz de Rita Lee - a descredencia para o exercício da presidência da República porque, no frigir dos ovos, “o ovo frito, o caviar e o cozido/ a buchada e o cabrito/ o cinzento e o colorido/ a ditadura e o oprimido/ o prometido e não cumprido/ e o programa do partido: tudo vira bosta”.
Lendo a declaração da roqueira, é o caso de devolver-lhe a letra de outra música - ‘Se Manca’ - dizendo a ela: “Nem sou Lacan/ pra te botar no divã/ e ouvir sua merda/ Se manca, neném!/ Gente mala a gente trata com desdém/ Se manca, neném/ Não vem se achando bacana/ você é babaca”.
Rita Lee é babaca? Claro que não, mas certamente cometeu uma babaquice. Numa de suas músicas - ‘Você vem’ - ela faz autocrítica antecipada, confessando: “Não entendo de política/ Juro que o Brasil não é mais chanchada/ Você vem… e faz piada”. Como ela é mutante, esperamos que faça um gesto grandioso, um pedido de desculpas dirigido ao povo brasileiro, cantando: “Desculpe o auê/ Eu não queria magoar você”.
A mesma bala do preconceito disparada contra Marina atingiu também a ministra Dilma Rousseff, em quem Rita Lee também não vota porque, “ela tem cara de professora de matemática e mete medo”. Ah, Rita Lee conseguiu o milagre de tornar a ministra Dilma menos antipática! Não usaria essa imagem, se tivesse aprendido elevar uma fração a uma potência, em Manaus, com a professora Mercedes Ponce de Leão, tão fofinha, ou com a nega Nathércia Menezes, tão altaneira.
Deixa ver se eu entendi direito: Marina não serve porque tem cara de fome. Dilma, porque mete mais medo que um exército de logaritmos, catetos, hipotenusas, senos e co-senos. Serra, todos nós sabemos, tem cara de vampiro. Sobra quem?
Se for para votar em quem tem cara de quem comeu (e gostou), vamos ressuscitar, então, Paulo Salim Maluf ou Collor de Mello, que exalam saúde por todos os dentes. Ou o Sarney, untuoso, com sua cara de ratazana bigoduda. Por que não chamar o José Roberto Arruda, dono de um apetite voraz e de cuecões multi-bolsos? Como diriam os franceses, “il péte de santé”.
O banqueiro Daniel Dantas, bem escanhoado e já desalgemado, tem cara de quem se alimenta bem. Essa é a elite bem nutrida do Brasil…
Rita Lee não se enganou: Marina tem a cara de fome do Brasil, mas isso não é motivo para deixar de votar nela, porque essa é também a cara da resistência, da luta da inteligência contra a brutalidade, do milagre da sobrevivência, o que lhe dá autoridade e a credencia para o exercício de liderança em nosso país.
Marina Silva, a cara da fome? Esse é um argumento convincente para votar nela. Se eu tinha alguma dúvida, Rita Lee me convenceu definitivamente.

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Região Palestina e seus conflitos


A ofensiva de Israel contra o grupo terrorista Hamas na Faixa de Gaza é o novo capítulo de uma velha história. Ao longo do tempo, alguns personagens se repetem e adquirem status de lenda, como Ariel Sharon, líder israelense que está em coma desde 2006, e Yasser Arafat, palestino que fundou o Fatah, hoje rival do Hamas. Também figuram nessa trama os líderes ocidentais que tomaram parte nas negociações de paz.


ISRAEL
• Atacou a Faixa de Gaza no fim de dezembro para esmagar os militantes do Hamas
• Só aceita discutir um cessar-fogo quando os ataques com foguetes terminarem
• Descarta negociar com os líderes da facção radical, mas falaria com ANP e Fatah


HAMAS
• Acusa Israel de cometer um genocídio, dizendo ser alvo de um ataque injustificado
• Apesar de apresentar-se como parte agredida, mantém a retórica inflamada contra Israel
• Militantes são responsáveis por milhares de ataques com foguetes contra israelenses


Mas, qual o motivo que gera esses conflitos? Tem alguma coisa que a mídia em suas espetaculares reportagens ainda não mostraram? Para começarmos a entender, devemos voltar a história aos primordios da humanidade.


Em Gênesis 16:11,12, temos "Disse-lhe também o anjo do SENHOR: Eis que concebeste, e darás à luz um filho, e chamarás o seu nome Ismael; porquanto o SENHOR ouviu a tua aflição. E ele será homem feroz, e a sua mão será contra todos, e a mão de todos contra ele; e habitará diante da face de todos os seus irmãos".

O Hamas, Fatah... têm seguido a linhagem, proveniente, de Ismael. Diante disto, devemos levar em consideração que Deus disse a Abraão "Levanta-te, percorre essa terra, no seu comprimento e na sua largura; porque a ti a darei" Gênesis 13:17 "Å tua descendência tenho dado esta terra, desde o rio do Egito até ao grande rio Eufrates" Gênesis 15:18. Ismael é descendente de Abraão, porém, como era de costume ele não poderia ser o herdeiro, por que era filho da escrava Agar.

Quatorze anos depois, Deus cumpre a promessa a Abraão de dar-lhe um Filho "Isaque" Gênesis 21:3....

O tempo foi passando, meados de 1000 aC. o Rei Davi, após algumas guerras, toma todo o território equivalente a promessa de Deus a Abraão e consegue estabelecer o "Reino Unido de Israel" com a capital sendo a Cidade Santa de Jerusalém. Por volta de 850 aC. seu filho Salomão, até então, herdeiro morre e o Reino é dividido e repartido entre os Generais de guerra.

Começamos a desvendar agora a importância da Cidade de Jerusalém, para ambos os povos.
Hoje, conhecemos Jesus Cristo, como o Salvador da Humanidade, percebemos Ele revelado depois de sua ressurreição, Jesus caminhava com dois de seus discípulos e “explicava-lhes o que dele se achava em todas a Escrituras” (Lc 24.27). Para fazer isso, ele deve ter extraído muita coisa do Livro de Isaías, porque dezessete capítulos contém referências proféticas a Cristo. Cristo é citado como o “Senhor, Renovo do Senhor, Emanuel, Maravilhoso Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz, Raiz de Jessé, Pedra Angular, Rei, Pastor, Servo do SENHOR, Eleito, Cordeiro de Deus, Líder e Comandante, Redentor e Ungido”O Cap. 53 é o grande capítulo do AT que profetiza a obra expiatória do Messias. Nenhum texto em ambos os testamentos expõe de um modo tão completo o propósito da morte vicária de Cristo na cruz. Ele é citado diretamente nove ou dez vezes por escritores do NT: 52.15 (Rm 15.21); 53.1 (Jo 12.38; Rm 10.16); 53.4 (Mt 8.17); 53.5 (Rm 4.25; 1Pe 2.24); 53.7-8 (At 8.32-33); 53.9 (1Pe 2.22); 53.10 (1Co 15.3-4); 53.12 (Lc 22.37). Também existem muitos cumprimentos de detalhes no cap. 53 em adição às citações diretas.
Apesar, de todas essas provas históricas, os Judeus e os Palestinos, não acreditam que Jesus é o Cristo, ainda esperam a Vinda do Messias, e quando "Ele chegar irá governar na Cidade de Jesuralém". Mudando as expeculações da riqueza da terra, para o Reino Triunfal, e para eles, quem estiver tomando posse do território vai ter o apoio do Rei.
Bibliografia:

Antropologia


A antropologia é uma ciência social surgida no século XVIII. Porém, foi somente no século XIX que se organizou como disciplina científica. A palavra tem o seguinte significado: antropo=homem e logia=estudo.

Introdução
Estudo antropológico Esta ciência estuda, principalmente, os costumes, crenças, hábitos e aspectos físicos dos diferentes povos que habitaram e habitam o planeta.Portanto, os antropólogos estudam a diversidade cultural dos povos. Como cultura, podemos entender todo tipo de manifestação social. Modos, hábitos, comportamentos, folclore, rituais, crenças, mitos e outros aspectos são fontes de pesquisa para os antropólogos.A estrutura física e a evolução da espécie humana também fazem parte dos temas analisados pela Antropologia. Os antropólogos utilizam, como fontes de pesquisa, os livros, imagens, objetos, depoimentos entre outras. Porém, as observações, através da vivência entre os povos ou comunidades estudadas, são comuns e fornecem muitas informações úteis ao antropólogo.


“A visão funcional da cultura repousa no principio de que em qualquer tipo de civilização, cada costume, objeto material, idéia ou crença, satisfaz alguma função vital, assim como certas tarefas realizadas representam uma parte indispensável para todo o trabalho”.B.Malinowski
Entre as diversas ciências humanas que emergiram da Revolução Intelectual dos séculos XVIII-XIX, a antropologia foi a mais tardia de todas. A sua motivação inicial, o elemento deflagrador para que ela se tornasse uma ciência, decorreu do impacto do pensamento evolucionista e darwinista no século XIX. Ao colocar-se em descrença a explicação bíblica exposta no Gênese, pela qual o homem nasceu de uma ação divina imediata, o Ato da Criação, abriu-se o caminho para que cientistas e demais pesquisadores saíssem a campo, pelo mundo todo, atrás do chamado elo perdido, isto é, do antropóide ou hominídio, o ser meio animal, meio humano, que hipoteticamente teria ligado, em algum tempo remotíssimo, o mundo natural ao mundo humano, a ponte sobre o riacho Rubicon que aproximara, num lugar incerto e obscuro do tempo, o símio do homem. Abandonavam desta maneira a crença na divindade do ser humano, implícita a qualquer pensamento religioso, para, aparelhados nas ciências físicas e exatas, mergulharam atrás das suas raízes naturais do homem, entendendo-o fruto da Natureza e não de Deus. Simultaneamente a esta verdadeira caçada às formas pré-humanas, atrás dos vestígios últimos dos primatas, os interesses dos investigadores ampliaram-se para o estudo das sociedades ditas primitivas, acreditando que elas também mereciam serem submetidas ao crivo da racionalidade ocidental. Desta forma, a antropologia começou a alargar-se, procurando determinar qual era a organização social das tribos e qual era o sistema de parentesco delas, como realizavam suas cerimônias de iniciação e de matrimônio, como procediam nos seus ritos religiosos e nos de sepultamento, e de que maneira viam os céus e temiam os demônios. A Antropologia é, pois, o estudo do homem. Se bem que, como observou Malinowski, existam outras ciências que igualmente o fazem, tais como a sociologia, a psicologia, a historia, a leis, a economia, e a ciências políticas, ela, a antropologia, se distingue por incluir na sua área de estudo as questões de ordem físicas, anatômicas e estruturais do homem, atendidas pela chamada Antropologia Física, que tratado o homem como um organismo físico, seguiu as pistas da sua evolução a partir das formas mais primitivas da vida.
Antropologia física

Os antropólogos físicos, atuando quase que como arqueólogos ou anatomistas, analisam o material fóssil esquelético das formas que estão dentro da descendência humana (múmias indígenas dos maios, astecas e incas, por exemplo) ou nas suas proximidades. Os resultados disso são classificados , graças à técnica do Carbono 14, também chamada como o Relógio do Carbono, numa certa seqüência de tempo, comparando anatomicamente suas descobertas com a estrutura física dos primatas atualmente existentes. O resultado chocou-se com a antiga classificação feita pelo arcebispo de Ussher, que datou a origem do homem no ano 4004 a .C., pois os antropólogos fizeram recuar o seu aparecimento para um milhão de anos atrás! Além disso tratam de observar e registrar cuidadosamente o comportamento dos símios, macacos e outros primatas dentro dos seus ambientes naturais e sob condições controladas de laboratório. Além disso, estudam no homem moderno suas diferença epidérmicas, a cor dos olhos, a textura do cabelo, o tipo de sangue, a constituição do corpo (altura, envergadura) bem como outros fatores que caracterizam a espécie.
Antropologia cultural

Outro ramo da antropologia que ganhou grande estatura, e uma projeção que saltou para bem além das suas fronteiras de investigação, foi o da antropologia cultural. Isto deveu-se pela impressionante ampliação do seu campo de ação, englobando a lingüistica, a arqueologia e a etnologia (descrição ou crônica da cultura de uma tribo ou povo), estudos esses que referem-se ao comportamento do homem, particularmente no que diz respeito às atitudes padronizadas, rotineiras, que genericamente chama-se de cultura. Entenda-se que para o antropólogo a palavra cultura adquire uma outra dimensão do que a que convencionalmente entendida. Não se trata de identificá-la, a cultura, com erudição ou sofisticação, como é comum associar-se essa palavra, mas sim de utiliza-la para definir tudo aquilo que o homem faz, pois, para o antropólogo, cultura é forma de vida de um grupo de pessoas, uma configuração dos comportamento aprendidos, aquilo que é transmitido de geração em geração por meio da língua falada e da simples imitação. Não se trata de um comportamento instintivo, mas algo que resulta de mecanismos comportamentais introjetados pelo indivíduo.
Áreas de interesse

Além da religião, fazem parte da cultura os modos de alimentar-se (“O cru, o assado e o cozido”, brilhante ensaio de Lévi-Strauss, mostra a variação dos procedimentos das tribos com o alimento), de vestir-se, de combater ou de seguir os rituais religiosos. Os antropólogos que seguem por esta senda podem até ser divididos naqueles que se interessam em procurar aquilo que é comum entre as várias culturas espalhadas pelo mundo, e aqueles outros que têm o seu interesse voltado exclusivamente para o que é original, singular, único, naquela cultura. Seus olhos e ouvidos voltam-se então para a magia, para os mistérios anímicos, o medos aos “manes”, aos fantasmas, a linguagem dos sonhos, para a mitologia e as concepções cósmicas, para o significado dos totens, para o sistema de parentesco e os procedimentos nupciais, para as tatuagem e automutilações, os sacrifícios, tudo isto entendido pelos antropólogos como “linguagens” especiais passíveis de serem estudadas, compreendidas e catalogadas.

Algumas informações básicas sobre os principais paradigmas e escolas de pensamento antropológico:

Formação de uma literatura “etnográfica” sobre a diversidade cultural

Período: Séculos XVI-XIX
Características: Relatos de viagens (Cartas, Diários, Relatórios etc.) feitos por missionários, viajantes, comerciantes, exploradores, militares, administradores coloniais etc.
Temas e Conceitos: Descrições das terras (Fauna, Flora, Topografia) e dos povos “descobertos” (Hábitos e Crenças).Primeiros relatos sobre a Alteridade
Alguns Representantes e obras de referência
Pero Vaz Caminha (“Carta do Descobrimento do Brasil” - séc. XVI). Hans Staden (“Duas Viagens ao Brasil” - séc. XVI). Jean de Léry (“Viagem a Terra do Brasil” - séc. XVI). Jean Baptiste Debret (“Viagem Pitoresca e Histórica ao Brasil” - séc. XIX).

Evolucionismo Social
Período: Século XIX
Características: Sistematização do conhecimento acumulado sobre os “povos primitivos”.Predomínio do trabalho de gabinete
Temas e Conceitos: Unidade psíquica do homem.Evolução das sociedades das mais “primitivas” para as mais “civilizadas”.Busca das origens (Perspectiva diacrônica)Estudos de Parentesco /Religião /Organização Social.Substituição conceito de raça pelo de cultura.
Alguns Representantes e obras de referência
Maine (“Ancient Law” - 1861). Herbert Spencer (“Princípios de Biologia” - 1864). E. Tylor (“A Cultura Primitiva” - 1871). L. Morgan (“A Sociedade Antiga” - 1877). James Frazer (“O Ramo de Ouro” - 1890).

Escola Sociológica Francesa
Período Século XIX
Características Definição dos fenômenos sociais como objetos de investigação socio-antropológica. Definição das regras do método sociológico.
Temas e Conceitos Representações coletivas.Solidariedade orgânica e mecânica. Formas primitivas de classificação (totemismo) e teoria do conhecimento. Busca pelo Fato Social Total (biológico + psicológico + sociológico). A troca e a reciprocidade como fundamento da vida social (dar, receber, retribuir).
Alguns Representantes e obras de referência
Émile Durkheim:“Regras do método sociológico”- 1895; “Algumas formas primitivas de classificação” - c/ Marcel Mauss - 1901; “As formas elementares da vida religiosa” - 1912. Marcel Mauss:“Esboço de uma teoria geral da magia” - c/ Henri Hubert - 1902-1903; “Ensaio sobre a dádiva” - 1923-1924; “Uma categoria do espírito humano: a noção de pessoa, a noção de eu”- 1938).


Funcionalismo
Período Século XX - anos 20
Características Modelo de etnografia clássica (Monografia).Ênfase no trabalho de campo (Observação participante).Sistematização do conhecimento acumulado sobre uma cultura.
Temas e Conceitos Cultura como totalidade.Interesse pelas Instituições e suas Funções para a manutenção da totalidade cultural.Ênfase na Sincronia x Diacronia.
Alguns Representantes e obras de referência
Bronislaw Malinowski (“Argonautas do Pacífico Ocidental” -1922). Radcliffe Brown (“Estrutura e função na sociedade primitiva” - 1952-; e “Sistemas Políticos Africanos de Parentesco e Casamento”, org. c/ Daryll Forde - 1950). Evans-Pritchard (“Bruxaria, oráculos e magia entre os Azande” - 1937; “Os Nuer” - 1940). Raymond Firth (“Nós, os Tikopia” - 1936; “Elementos de organização social - 1951). Max Glukman (“Ordem e rebelião na África tribal”- 1963). Victor Turner (“Ruptura e continuidade em uma sociedade africana”-1957; “O processo ritual”- 1969). Edmund Leach - (“Sistemas políticos da Alta Birmânia” - 1954).


Culturalismo Norte-Americano
Período Séc. XX - anos 30
Características Método comparativo. Busca de leis no desenvolvimento das culturas. Relação entre cultura e personalidade.
Temas e Conceitos Ênfase na construção e identificação de padrões culturais (“patterns of culture”) ou estilos de cultura (“ethos”).
Alguns Representantes e obras de referência
Franz Boas (“Os objetivos da etnologia” - 1888; “Raça, Língua e Cultura” - 1940). Margaret Mead (“Sexo e temperamento em três sociedades primitivas” - 1935). Ruth Benedict (“Padrões de cultura” - 1934; “O Crisântemo e a espada” - 1946).

Estruturalismo
Período Século XX - anos 40
Características Busca das regras estruturantes das culturas presentes na mente humana. Teoria do parentesco/Lógica do mito/Classificação primitiva. Distinção Natureza x Cultura.
Temas e Conceitos Princípios de organização da mente humana: pares de oposição e códigos binários.Reciprocidade
Alguns Representantes e obras de referência
Claude Lévi-Strauss:“As estruturas elementares do parentesco” - 1949. “Tristes Trópicos”- 1955. “Pensamento selvagem” - 1962. “Antropologia estrutural” - 1958 “Antropologia estrutural dois” - 1973 “O cru e o cozido” - 1964 “O homem nu” - 1971


Antropologia Interpretativa
Período Século XX - anos 60
Características Cultura como hierarquia de significados Busca da “descrição densa”. Interpretação x Leis. Inspiração Hermenêutica.
Temas e Conceitos Interpretação antropológica: Leitura da leitura que os “nativos” fazem de sua própria cultura.
Alguns Representantes e obras de referência
Clifford Geertz: “A interpretação das culturas” - 1973. “Saber local” - 1983.


Antropologia Pós-Moderna ou Crítica
Período e obra Século XX - nos 80
Características Preocupação com os recursos retóricos presentes no modelo textual das etnografias clássicas e contemporâneas. Politização da relação observador-observado na pesquisa antropológica. Critica dos paradigmas teóricos e da “autoridade etnográfica” do antropólogo.
Temas e Conceitos Cultura como processo polissêmico. Etnografia como representação polifônica da polissemia cultural. Antropologia como experimentação/arte da crítica cultural.
Alguns Representantes e obras de referência
James Clifford e Georges Marcus (“Writing culture - The poetics and politics of ethnography” - 1986). George Marcus e Michel Fischer (“Anthropoly as cultural critique” - 1986). Richard Price (“First time” - 1983). Michel Taussig (“Xamanismo, colonialismo e o homem selvagem”- 1987). James Clifford (“The predicament of culture” - 1988).


Bibliografia:

segunda-feira, 23 de março de 2009

FUNDAMENTAÇÃO DO PENTATEUCO



1. Cósmicos: Os livros do Pentateuco explicam o cosmos dando o único relato antigo que identifica a “primeira causa”. O “principio unificador do universo, procurando as segas pelos filósofos e clássicos, está compreendido na primeira sentença”.

2. Étnicos: Descrevem o começo e a expansão das três divisões raciais do mundo: oriental, negróide e ocidental.

3. Histórica: Esses livros são os únicos a traçar a origem do homem numa linha continua a partir de Adão. Todavia, não é sua intenção apresentar a história completa de todas as raças, mas sim um relato altamente especializado da implantação do Reino Teocrático no mundo e do Plano de Redenção da humanidade. Nesse processo, a história de Israel remonta a Abraão, através de quem Deus prometeu a redenção.

4. Religioso: Retratam a pessoa e o caráter de Deus, a criação do homem e sua queda, as alianças e promessas divinas de trazer a redenção através de um Divino Redentor.

5. Proféticos: Os livros do Pentateuco são as origens dos temas proféticos mais importantes da Bíblia. É a história centralizada no Messias associada à Profecia centralizada no Messias. Apresentam em conjunto uma filosofia simétrica da história. As profecias preenchem a interpretação histórica por meio das demais revelações.

A AUTORIA DO PENTATEUCO É DE MOISÉS

Conforme Referências abaixo descriminadas:
=> Êxodo17:14 => S. Lucas 16:29-31
=> I Reis 2:3 => S. João 5:46
=> I Reis 8:56 => II Coríntios 3:15